A ROTA DA ANCESTRALIDADE
Por Cléia Batista da Silva Melo
A Rota da Ancestralidade é um movimento
de valorização da história e da cultura cuiabana, sobretudo da contribuição e
influência de africanos, afro-brasileiros(as) e indígena nesse território.
Tendo como foco pontos principais do centro histórico de Cuiabá, a Rota da
Ancestralidade busca rememorar a passagem de agentes históricos negros e
indígenas que fizeram história nessa cidade. Sujeitos esses que por séculos
ficaram a margem da sociedade, invisibilizados e excluídos(as).
Muitos desses agentes históricos,
negros, negras, indígenas e pessoas pobres, construíram o centro histórico de
Cuiabá trazendo consigo técnicas, vivências e experiências que fizeram desses
patrimônios materiais marcas de um período de construção não só da cidade de
Cuiabá, mas também da população cuiabana. No caso da população indígena que
habitava a região, os Bororos, suas contribuições estão presentes em nosso dia
a dia, seja na aparência da população cuiabana que se assemelha a essa etnia,
como no linguajar cuiabano, na culinária, no modo de ser e diversos saberes.
Mas que infelizmente os livros de história, os nomes das ruas, os monumentos
erguidos e os feitos aclamados escondem esse passado e as pessoas que realmente
fizeram parte desse processo. Dando lugar a outros sujeitos históricos como o
colonizador branco e da elite.
Ruas, becos, vielas, e construções
arquitetônicas diversas, erguidas por mãos negras e indígenas ao se tornarem
patrimônios materiais revelam um padrão estético e hegemônico de valorização
colonial europeia. Ocultando a presença e participação desses agentes.
A política patrimonial é na maioria das
vezes excludente, ao valorizar e destacar a influência europeia e menosprezar a
presença e participação de outros agentes. Sobretudo a população negra e
indígena. Isso ocorre porque os patrimônios são discursos também, e nesses
discursos vários grupos são excluídos como construtores e pertencedores desses
patrimônios. Diferentes formas de participação dessas populações estão de fora
dos patrimônios edificados do Brasil. Esses edifícios e espaços que não se liga
as feições portuguesas não são alvos das políticas públicas, ficam de fora dos
mecanismos legais. Ficam de fora dos tombamentos materiais. Ou quando tombadas
invisibilizam esses sujeitos. Situações essas comuns no Centro histórico de
Cuiabá, onde pouco ou quase nunca aparecem agentes negros e/ou indígenas como
protagonistas desses patrimônios.
Precisamos ressaltar que nas últimas
décadas, sobretudo “a partir dos anos 2000, em um contexto internacional
influenciado pela UNESCO”[1],
pela participação de movimentos sociais nacionais e pesquisas acadêmicas,
ocorre uma virada fundamental para revisão dessa dívida com os agentes
partícipes da história brasileira que por séculos foram excluídos. Passa-se a
direcionar os olhares ao patrimônio imaterial. Quando as políticas de
patrimônio imaterial começam a inserir os grupos que ficaram de fora dos
patrimônios materiais (indígenas, africanos, afro-brasileiros,).
Essas políticas fazem parte de
contextos internacionais e globais influenciando o Brasil a pensar nessa virada
do patrimônio imaterial sobre o material. É fruto também de lutas e lideranças
de grupos que passaram a debater e questionar essa necessidade de tombar também
o patrimônio imaterial e reconhecer a participação de negros e indígenas na
construção dos patrimônios materiais. A partir de então, “no Brasil, a ideia de
patrimônio não se compõe apenas de edifícios e obras de arte erudita, estando
também presentes no produto da alma popular. (SANT’ANNA, 2009. p.54)
Nessa mesma direção, buscando conhecer,
reconhecer, visibilizar e valorizar os agentes construtores da história,
patrimônio e cultura cuiabana que a Rota da Ancestralidade se faz necessária,
pois ao revisitar esse passado e rememorar essas histórias e personagens,
possibilita a população cuiabana a conhecer parte de sua história que até então
é pouco conhecida e divulgada. Para além dos espaços físicos e arquitetônicos é
preciso também conhecer e valorizar as histórias de vida daqueles que por aqui
passaram, deixaram suas marcas, contribuições e herdeiros de suas histórias.
Pois, muitos desses herdeiros invisibilizados pela sociedade e pelo poder
público ainda vivem nesses espaços, em casas humildes, em ruas, calçadas,
praças, prédios abandonados e bairros antigos no entorno do Centro Histórico.
A Rota da Ancestralidade em seu
percurso por esses espaços e territórios de vivências e influências negra e
indígena traça um itinerário que nos possibilita conhecer o outro lado da
história, a história dos que foram subalternizados, marginalizados e excluídos.
Uma história rica e potente que faz emergir o desejo de valorizar e nos
sentirmos orgulhosos por aqueles que por aqui passaram, pelos que vieram antes,
abrindo os caminhos e construindo uma cidade e uma população repleta de saberes,
riquezas e belezas. E que deixaram um grande legado na nossa cultura, no nosso
povo e na nossa história. É a história da nossa ancestralidade, que é “uma
categoria de relação, ligação, inclusão, diversidade, unidade e encantamento”.
(OLIVEIRA, 2007, p. 257)
A Rota da Ancestralidade ao revisitar
essas histórias, espaços, patrimônios e monumentos, mobiliza a memória coletiva
por meio da emoção e da afetividade, fazendo vibrar um passado selecionado, com
vistas a “preservar a identidade de uma comunidade étnica, religiosa, nacional
ou familiar” (CHOAY, 1996. p.04)
Ao rememorar esses locais e histórias
pretendemos também chamar a atenção do poder público para necessidade de
valorizar, investir e reparar essa dívida com a população que ali viveu,
construiu, contribuiu e enriqueceu nossa história. E além de enxergar a
contribuição desses ancestrais, é necessário também enxergar aqueles que ainda
vivem nesses locais e/ou em seu entorno, que carregam consigo histórias de
pertencimento daquele território e ancestralidade negra e/ou indígena. E que
infelizmente ainda continuam vivendo na invisibilidade e exclusão do poder
público e da sociedade.
Sendo assim, a Rota da Ancestralidade
faz um giro por alguns desses espaços onde a presença marcante de negros e
indígenas foram fundamentais para história e cultura da capital Cuiabá. Dentre
esses espaços estão: Largo do Rosário/ Alavanca de Ouro, Igreja do Rosário/ São
Benedito, Praça da Mãe Preta/Baú Sereno, Praça da Mandioca/ Conde de
Azambuja/Pelourinho, Rua das Pretas/Governador Rondon, Beco do Cadeeiro, Misc:
Museu de Imagem e do Som de Cuiabá, antiga Casa dos Alferes.
- Largo do Rosário/ Alavanca
de Ouro/ Buracão: Localizado no centro da cidade, onde a Av. Cel. Escolástico
abre uma bifurcação e encontra-se com a Prainha, formando um triângulo. Essa
região é cercada por várias construções do século XVIII, do início da ocupação
e exploração das minas de ouro em Cuiabá. Inclusive um dos nossos principais
patrimônios, uma das construções mais importantes para nossa história e cultura, se encontra nessa região, a
Igreja Nossa Senhora do Rosário e Capela São Benedito.
Atualmente o Largo do Rosário está
abandonado e em ruínas. Além desse abandono criou-se um apelido que nada tem a
ver com a história do local e daqueles que ali viveram, a chamada “Ilha da
banana”. Desrespeitando inclusive o antigo nome dado por aqueles que viveram e
os que ainda vivem na região, o famoso Buracão. Que segundo os mais antigos
esse nome surgiu a partir da história da “Alavanca de Ouro” que seria uma mina
existente nas proximidades da Igreja do Rosário que desabou matando vários
negros escravizados que ali estavam cavando.
Segundo essa história, um negro
escravizado olhando para parte alta da bifurcação da atual Av. Cel. Escolástico
avistou uma luz dourada muito forte que parecia uma alavanca de ouro. E ao
relatar ao “seu senhor” foi obrigado juntamente com os outros escravizados a
cavarem sem parar até encontrarem a tal alavanca de ouro. Porém a escavação foi
tão profunda que formou um enorme buraco que desabou em cima daqueles que
estavam nele.
Se essa história é real ou fruto do
imaginário popular, só saberemos se aprofundarmos em pesquisas e estudos, tendo
em vista que o escritor Roberto Loureiro, traz em seu livro Cultura
mato-grossense: festas de santos e outras tradições que existe
registro “de que o desastre do desabamento de uma rica mina de ouro neste
local, pelo que se sabe, ocorreu mesmo.”
Essas e outras histórias precisam
emergir para que pesquisas, estudos e políticas governamentais sejam realizadas
no intuito de saírem da invisibilidade e se tornarem públicas, reconhecidas e
inseridas na história e na cultura não só cuiabana, mas também brasileira.
Esses acontecimentos precisam sair do papel de lendas e folclores para se
tornarem história e patrimônio cultural. Não é mais aceitável que as histórias
de negros(as), indígenas e pessoas pobres que tanto contribuíram para formação
da nossa cidade continuem sofrendo preconceitos e sendo anuladas, excluídas
e/ou alteradas.
Para muitos estudiosos e pesquisadores,
entre eles o historiador e geógrafo Marcos Amaral Mendes acredita que esse
abandono se deve ao preconceito e racismo em relação as pessoas que ocuparam
aquele espaço no período da mineração, que geralmente eram pessoas negras
escravizadas.
E podemos inclusive trazer essa mesma
hipótese para os dias atuais, já que as pessoas que ainda vivem na região do
Largo do Rosário são em sua grande maioria negras, pobres e praticantes de
religiões de matriz africana. Pessoas que vivem ainda na invisibilidade e na
exclusão.
- Igreja do Rosário/ São
Benedito: Localizada no alto da Av. Cel. Escolástico, no Largo do Rosário,
foi construída no início do período da mineração em Cuiabá, ainda na primeira
metade do século XVIII. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário abrigava duas
irmandades compostas por negros libertos e escravizados: Irmandade de Nossa
Senhora do Rosário dos Pretos e Irmandade de São Benedito. Essas duas
irmandades demarcaram e fixaram um território negro naquele espaço.
A devoção ao santo negro São Benedito
era tão forte que foi necessário construir uma capela na lateral da Igreja de
Nossa Senhora do Rosário. E essa devoção se tornou tão importante para
população negra que acabou ocupando o espaço da Igreja do Rosário, tornando-se
mais conhecida pela população como sendo de São Benedito. Dessa forma,
“compreende-se que a Igreja do Rosário constitui o lócus da vivência para o
grupo de devotos de São Benedito, que criou vínculos com este lugar tornando-o
ponto de referência para suas crenças e práticas religiosas”. (AMARAL, 2014).
Chama a atenção que a devoção a São
Benedito, ocupou o espaço do padroeiro da cidade, Senhor Bom Jesus, onde os
festejos e homenagens ao santo negro se sobressaem ao santo padroeiro. Ao
contrário de outras cidades cujo o(a) santo(a) padroeiro(a) é mais aclamado e
festejado.
Podemos perceber o quanto potente e importante foi e ainda é a participação da população negra na construção desses espaços, dessa cultura e dessa história.
- Praça da Mãe Preta/Baú
Sereno: Localizada no Bairro Baú, essa praça é uma homenagem a Ana
Benedita das Neves, mulher negra que viveu naquele local desde seu nascimento
em 1919 até sua morte m 1971. Ana Benedita das Neves além de ter sido lavadeira
e cozinheira também foi ama de leite de diversos filhos da elite local, que
apesar da abolição da escravidão, muitas dessas práticas ainda existiam. Por
ter sido essa ama de leite, ficou conhecida como mãe preta. E homenageada com
uma praça e uma placa no ano de 1997, no Bairro Baú, antigo Baú Sereno,
localizado entre os bairros Araés e Lixeira, no centro da capital. O
bairro Baú Sereno abrigava em sua maioria a população negra.
- Praça da Mandioca/ Conde de
Azambuja/Pelourinho: Localizada na rua Pedro Celestino, no Centro
Histórico de Cuiabá, a Praça Conde de Azambuja/Praça Real ou Praça da Mandioca
foi a primeira e a principal praça de Cuiabá durante o período colonial.
Surgindo juntamente com a Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá no ano de
1727. Em seu entorno estavam as residências dos primeiros governadores desse
período e parte da elite que ali se formava. Sendo a praça principal, foi nela
que foi erguido o pelourinho. Símbolo de autoridade e do poder real. O
pelourinho era uma coluna de madeira ou pedra erguida em praça pública, símbolo
máximo do poder português sobre os colonos, com a finalidade de castigar
aqueles que fossem contra suas leis e ordens. Tornou-se o principal instrumento
de tortura e de castigo contra a população negra escravizada.
Com o passar do tempo, a Praça Real recebeu o nome
de Praça Conde de Azambuja em homenagem a Antônio Rolim de Moura Tavares então
governador da Capitania de Mato Grosso de 1748 a 1765.
O crescimento e a modernização da cidade foi acontecendo, outras praças foram sendo construídas e a Praça Real Conde de Azambuja foi perdendo espaço. Foi por volta do século XIX que a praça passou a ter uma feira onde vários produtos eram comercializados, dentre eles principalmente a mandioca. Passando essa praça a ser conhecida popularmente como Praça da Mandioca.
- Rua das Pretas/Rua do Meio/Governador Rondon: A rua do Meio, recebeu esse nome porque estava entre a Rua de Cima, atual Pedro Celestino e a rua de Baixo, atual Galdino Pimentel. Essas eram as principais ruas da Cuiabá que se formava. A Rua do Meio também ficou conhecida como rua das Pretas porque, servia de passagem para os negros e negras escravizados que por ali transitavam ao carregar água das bicas ou do córrego da Prainha.
- Beco do Cadeeiro: Atual Rua 27 de dezembro, junto com as Rua de Baixo, Rua de Cima e Rua do Meio, foram as primeiras ruas de Cuiabá durante a primeira metade do século XVIII. Recebeu o nome de Beco, porque ficava em meio aos muros dos casarões que ali foram construídos. Por ter sido a primeira rua com iluminação de candeeiros, recebeu o nome de Beco do Candeeiro. Essa rua assim como outras desse período foram construídas com pedra batida em paralelepípedo. Foi a principal rua da cidade, serviu como caminho das Lavras do Sutil. Teve seu nome alterado para 27 de Dezembro em homenagem a um confronto das tropas brasileiras contra as tropas paraguaias nesse mesmo dia em 1864 no município de Corumbá. Porém o Beco do Candeeiro guarda em sua história uma das mais brutais tragédias ocorridas na cidade durante os anos 90. A chacina de três adolescentes que chocou o estado.
- Museu de Imagem e do Som de Cuiabá Lázaro Papazian/Antiga Casa do Alferes: Localizado na rua Voluntários da Pátria, o museu é um antigo prédio onde viveu o Alferes Joaquim Moura, antiga Casa do Alferes. A Casa do Alferes foi transformada em museu em 2006, onde recebeu acervos fotográficos que retratavam o cotidiano cuiabano. Acervos de Eurípedes Andreato e Lázaro Papazian, esse último considerado o primeiro repórter fotográfico de Mato Grosso, que chegou na capital em 1926. Por isso o MISC, Museu da Imagem e do Som recebeu seu nome. Atualmente o MISC é um espaço de cultura, para além do acervo de som e imagem. É um espaço que reúne a diversidade cuiabana em prol do reconhecimento e da valorização dos diversos agentes históricos que fizeram dessa cidade e desse povo um caldeirão de riquezas, saberes, belezas cultura e histórias.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É tempo de aprendermos a nos libertar do espelho eurocêntrico onde nossa
imagem é sempre, necessariamente, distorcida. É tempo, enfim, de deixar de ser
o que não somos.
Anibal Quijano[2]
Concluímos esse texto com a citação de
Anibal Quijano, a intenção é propormos reflexões sobre nossos próprios
pensamentos, maneiras de agir, de enxergar o outro e principalmente de enxergar
a nós mesmos(as). Buscando compreender o processo ao qual passamos para
chegarmos até este momento.
Que bagagem trazemos? Quem formou,
moldou, influenciou e encaixotou nosso pensamento? Nossa maneira de agir e de
ser? São reflexões necessárias não somente para estudiosos,
professores e pesquisadores, mas sobretudo para sociedade e a humanidade a qual
queremos construir/reconstruir.
Desconstruir para
reconstruir, aprender e reaprender. Essa é a pauta que está na ordem do dia. É
preciso conhecer a nós mesmos(as), nossas origens, histórias, atravessamentos,
silenciamentos, apagamentos e a dinâmica social, cultural e política que
envolvem todas essas questões. É um chamamento, um despertar para desconstrução
daquilo que foi centrado no ocidentalismo, no eurocentrismo e no Norte como
modelo e padrão de vida e de pensamento a ser seguido, unificado e globalizado,
como único protótipo de saberes pioneiros, superiores e válidos.
Sendo assim, é mais do que urgente a
necessidade de escutar novos sujeitos, de epistemologias que invoquem novas
perspectivas teóricas, pois escrever essas histórias é sobretudo um ato político,
de rebeldia e resistência.
Pensar, refletir e enxergar o mundo sobre outras lentes, não mais sobre
a ótica do colonizador, do dominador e do europeu ou do estadunidense, mas sim
dos vários sujeitos detentores de saberes, vivências e culturas diversas que
para além do mundo ocidental e eurocêntrico contribuíram para formação da
humanidade em diversas temporalidades e localidades.
Concluímos esse texto pensando nas
várias possibilidades que os estudos de diferentes sujeitos históricos e
sociedades que existem e resistem para além da linha imaginária criada pelo
pensamento eurocêntrico e ocidental, podem contribuir para o enriquecimento.
Conhecer, reconhecer, valorizar e respeitar as histórias, os saberes e
os conhecimentos diversos, que dentro dessa multiplicidade de saberes seja
possível pensar em um mundo melhor para as futuras gerações. Um mundo com mais
equidade, respeito, reconhecimento e reparações. Que as pessoas não sejam
julgadas, excluídas e discriminadas pela cor da sua pele, por sua crença, por
sua classe social, pelo seu gênero, por sua cultura ou origem. É nesse sentido
que a Rota da Ancestralidade vem chamar a atenção para olharmos para as nossas
raízes, os nossos ancestrais, o nosso povo, aqueles que aqui já estavam e os
que aqui chegaram antes de nós e construíram esses espaços, essa população,
essa cultura e essa história.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABREU, Regina; Chagas, Mário (Orgs.). Memória e Patrimônio:
ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: Lamparina, 2009.
CHOAY, Fraçoise. L’allégorie du Patrimoine. Paris:
Seuil, 1996
FILHO, Manuel; BELTRÃO, Jane; ECKERT, Cornelia (Orgs.). Antropologia
e o Patrimônio Cultural: Diálogos e desafios contemporâneos. Blumenau:
Nova Letra, 2007.
FILHO, Manuel; ABREU, Regina. A antropologia e o Patrimônio
Cultural no Brasil. In: Antropologia e o Patrimônio Cultural: Diálogos
e desafios contemporâneos. Blumenau: Nova Letra, 2007.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo
cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogá, 2019
LOUREIRO, Roberto. Cultura mato-grossense: festas de santos e
outras tradições. Cuiabá: Entrelinhas, 2006
MENDES, Marcos Amaral. Identidade e Território: estudo sobre a
devoção a São Benedito. Cuiabá: EdUFMT, 2014
OLIVEIRA, David Eduardo de. Filosofia da ancestralidade: corpo e mito
na filosofia da educação brasileira. Curitiba: Editora Gráfica
Popular, 2007
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América
Latina. Buenos Aire: CLACSO, Conselho Latino-americano de Ciências
,2005
SANT’ANNA, Márcia. A Face Imaterial do Patrimônio cultural: os
novos instrumentos de reconhecimento e valorização. In: Memória e
Patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: Lamparina, 2009.
SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso: Da
ancestralidade aos dias atuais. Cuiabá: Entrelinhas, 2002.
[1] FILHO, Manuel; ABREU, Regina Maria. A antropologia e o
Patrimônio Cultural no Brasil. In: Antropologia e o Patrimônio
Cultural: Diálogos e desafios contemporâneos. Blumenau: Nova Letra,
2007. p.34-35
[2] QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e
América Latina. Buenos Aire: CLACSO, Conselho Latino-americano de
Ciências ,2005. p.135
Nenhum comentário:
Postar um comentário